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As maiores paixões de meu pai – Ségio Almeida

6 de setembro de 2019 | Arquivado em Opinião | 46 views

 

Sérgio Almeida

Meu pai, José Benemídio Almeida, é presidente da Cooperativa de Eletrificação Centro Jacuí (Celetro), com sede em Cachoeira do Sul, desde 2006. Na semana passada, a Câmara de Vereadores da cidade homenageou o cinquentenário da Celetro e concedeu o título de Cidadão Benemérito ao meu pai. Durante a solenidade, eu me emocionei com os pronunciamentos dos líderes de bancada. E se fosse permitido que, em nome dos familiares, eu pudesse fazer uso da palavra na tribuna, além de dizer “nós estamos orgulhosos de você”, eu teria enumerado as maiores paixões do meu pai.

Tradicionalismo gaúcho: a tradição sempre falou alto na casa dos meus pais. Quando eu era criança, meu pai comprou um aparelho de som 3 em 1 e decretou a lei: “É proibido ouvir música internacional, só gaúcha”.

Grêmio: meu pai é gremista roxo. Foi ele que escolheu meu nome em homenagem ao ex-goleiro tricolor, Sérgio Moacir Torres, conhecido como “A Majestade do Arco”.

Cavalos: meu pai tem sua vida ligada aos cavalos. Ele é proprietário da Cabanha Quinheca e idealizador do Rodeio Estadual do Piquete de Laçadores Cabanha Quinhéca.

Cachorros: meu pai sempre foi amigo do melhor amigo do homem. Certa vez, um cliente da sua oficina mecânica, na BR 290, roubou seu cachorro de estimação. Ele colocou a família no carro e foi até São Sepé à procura do bichinho, que nunca foi encontrado.

Exército: meu pai veste a farda de soldado na alma. Gosto de brincar que, se fosse convocado em caso de guerra, mesmo com seus 81 anos, rasparia o cabelo, vestiria o uniforme e prestaria serviço em defesa do país.

Celetro: um vereador resumiu em poucas palavras a paixão que o presidente sente pela cooperativa: “Benemídio e Celetro não tem como separar. É uma parceria que deu certo”.

Cachoeira: meu pai é um entre tantos que está sempre pronto a ajudar a fazer da sua cidade um lugar melhor.

Família: meu pai não é de telefonar para ver como os filhos estão. “Se não ligaram, é porque está tudo bem”, justifica. Mas está sempre ao nosso lado, mesmo distante. Porém, a grande paixão de meu pai é minha mãe. Eu soube disso no dia em que ela sofreu um mal súbito e foi socorrida. Ele largou tudo e ficou ao lado dela no hospital. E só depois que minha mãe ficou boa é que meu pai voltou para suas outras paixões.


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