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As lembranças que ficam dos pais – Sérgio da Silva Almeida

13 de agosto de 2020 | Arquivado em Opinião | 39 views

Sérgio da Silva Almeida

No domingo, as redes sociais ficaram repletas de homenagens aos pais. E chamou a atenção o número de internautas que expressaram a saudade dos pais que já retornaram à morada celestial.

Rosane Rösing lembrou o último encontro com seu pai Moacyr Cunha, o “Índio Velho: “Mesmo sem te ter aqui, desde 1987, parece que foi ontem o nosso último tchau”. Maurício Oliveira recordou o tempo passado junto com seu pai José, o Peteca: “Hoje a saudade bateu forte. Mas consola saber que tive a oportunidade de viver ao teu lado”. Loecy Bragamonte demonstrou a falta que seu pai João Victor faz em sua vida: “Daria a metade da minha vida para ter você comigo”. Rosana Cheiram fez questão de reforçar que está levando adiante o legado do pai Antenor: “Estou aqui com teus netos e bisnetos tocando o barco e seguindo teus ensinamentos”. E Robson Petruci cumpriu o que prometeu ao seu pai Cláudio Petruci: “É claro que hoje vai ter churrasco como sempre, pois foi o nosso combinado”.

Nas palestras em escolas, eu procuro dizer algumas palavras aos alunos que ficam trancados no quarto jogando online: “Um dia vocês sentirão saudades de seus pais quando eles se forem, mas hoje seus pais sentem saudades de vocês que estão por perto, mas longe ao mesmo tempo”.

Na década de 1990, eu defendia as cores do União, time da cidade de Cerro Branco (RS), quando enfrentei o Olarias de Candelária (RS) em seu campo que se localiza à beira da RS 287 pela Copa Integração. Anos depois me tornei pai, e todas as vezes que passo pelo campo eu aponto para a goleira e conto aos meus filhos que no fim do jogo, debaixo de chuva, após cruzamento de escanteio, fiz o gol da vitória. O Sergi e o José resmungam: “Ah, pai, a gente já está cansado de saber dessa história”. E eu caio na risada.

Para minha surpresa, certo dia, minha esposa Marta me contou que, ao passarem pelo campo, o Sergi apontou para a goleira, olhou para o irmão, e perguntou em tom de zoação: “José, você sabe o que nosso pai fez naquela goleira, no fim do jogo?”. E todos caíram na risada.

Eu me alegrei, pois sei que depois que eu partir, cada vez que eles avistarem o campo vão lembrar da história. E me emociono ao imaginar meus filhos contando aos meus netos: “Vocês sabem o que teu avô fez naquela goleira…?”. Como alguém já disse: “As melhores lembranças não ficam em fotos, mas no coração”.    


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