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“Ai, ai, mamãe! O que é que estou fazendo aqui?” – Sérgio da Silva Almeida

22 de abril de 2021 | Arquivado em Opinião | 68 views

Sérgio da Silva Almeida

O Dia do Exército Brasileiro foi comemorado na segunda-feira. As cerimônias militares aconteceram com restrição de público devido à pandemia. O Exército Brasileiro é um dos três braços das Forças Armadas, assim como a Aeronáutica e a Marinha, e é uma instituição organizada com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais, a lei e a ordem.

Permita-me um parênteses: quando eu era adolescente, tentei concurso para a Aeronáutica, em Porto Alegre. No primeiro dia, peguei ônibus até a estação rodoviária e de lá para o Estádio Beira-Rio, local das provas. No dia seguinte, repeti o trajeto. Porém, no terceiro dia, ao chegar na rodoviária da capital, corri ao guichê e comprei passagem da Unesul para Caçapava do Sul. Acredita?! E desembarquei na Cabanha Quinheca, de propriedade de meu pai José Benemídio Almeida, no Irapuá. Coisa de guri que não sabe o que quer da vida! No ano em que completei 18 anos, fiz o alistamento obrigatório. Entretanto, devido a um osso navicular acessório, localizado na parte interna dos pés (ossículo extra que existe em aproximadamente 5% da população), fui dispensado do serviço militar. Passada algumas décadas, percebi que muito do que aprendi durante a vida poderia ter aprendido no exército. O amigo Edson Roberto Lopes de Freitas, que ingressou na carreira militar como soldado em 1984, e foi para a reserva com a patente de capitão, em 2018, me listou alguma atitudes que o militar incorpora e leva para a vida: “Acordar cedo, ser organizado, seguir ordens e hierarquia, gosto pelo trabalho bem feito, irretocável apresentação pessoal, espírito de sacrifício, capacidade de lidar com frustrações e parar de sentir pena de mim mesmo”. E explicou: “Os recrutas acostumados a acordar tarde e não arrumar sua cama, almoçar e não lavar seu prato, e que só querem saber de seus direitos e não de cumprir seus deveres, durante a realização de marchas a pé, lembram de casa quando entoam uma canção de TFM (treinamento físico militar), que diz: ‘Ai, ai, mamãe! O que é que estou fazendo aqui? A minha vida lá em casa era beber, comer, dormir’”. (Minha mais respeitosa continência ao Exército Brasileiro!).


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