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A terceira perna do tradicionalismo- Dorotéo Fagundes

18 de dezembro de 2020 | Arquivado em Opinião | 58 views

O Movimento Tradicionalista Gaúcho da forma que o conhecemos, teve seu início em 1947 pela liderança de Paixão Cortes, que logo conheceu Barbosa Lessa e se amaram, que logo conheceram Glaucus Saraiva e se completaram, tanto que em 1948 os três fundaram o primeiro Centro de Tradições Gaúchas do mundo, o famoso 35CTG e claro com uma plêiade de outros valorosos jovens com o mesmo ideal.

Mas quem foi e de onde veio, a terceira parte do triângulo que forma a santíssima trindade do MTG?

Glaucus Saraiva da Fonseca era natural de São Jerônimo, como dizem aqui no Rio Grande, veio a furo em 24 de dezembro de 1921, quase aniversaria com Jesus Cristo, era o mais velho dos três pioneiros e foi o primeiro patrão de CTG da história, também quem sugeriu empregar a nomenclatura de uma estância para os CTGs ou seja, essa sociedade civil sem fins lucrativos, não tem Presidente e sim um Patrão, nem Vice-Presidente mas um Capataz, o Secretário é o Sota-capataz, e, o Conselho Deliberativo ou Fiscal é chamado de Conselho de Vaqueanos.

Em 1948 Glaucus ou Glauco Saraiva, como Patrão do 35CTG, tinha 27 anos e uma estrada luminosa para passar em sua curta existência, (pois viveu menos 11 anos que Lessa, que viveu 73 anos e 30 anos mesmo que Paixão, que viveu 91). Glauco viveu 61 anos, nasceu músico e poeta regionalista gaúcho; folclorista, historiador, professor e escritor, quando guri foi escoteiro, ainda jovem atuou de vocalista nos conjuntos musicais Os Gaudérios e Quitandinha e Serenaders, fez composições com Luiz Telles (grande parceiros de João Gilberto), e foi ator de cinema no filme Abas Largas. Adulto lecionou nos cursos de extensão da PUC-RS, no curso de Pós-Graduação da Faculdade de Música Palestrina de Porto Alegre e nos curso de culinária do SENAC, foi conferencista internacional da ciência do folclore. Escreveu a carta de princípios do MTG, fundou o IGTF – Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, e, criou o Galpão Crioulo do Palácio Piratini, que hoje leva o seu nome, bem como é patrono de piquetes e centros de tradições. Idealizou e montou o museu folclórico infantil itinerante entre os CTGs, que conheci em estado de abandono na década de 90, no CTG Sinuelo de Pago em Uruguaiana.

A primeira vez que vi o Glaucos Saraiva de perto, foi em 1983 quando fundei a Pulperia em Porto Alegre, boêmio, bom de papo, de copo e pito, não saia do nosso bolicho crioulo, a quem dedicou profundo carinho e nós à ele, que não sabia nome de ninguém e chamava todo mundo de meu galo, mas para o azar do Rio Grande do Sul e Brasil, em 17 de julho daquele ano, nosso galo se foi cantar nas madrugas celestiais, se plasmando como mais uma estrela da abóboda pampiana.

Lembro bem que ele tinha o Nico Fagundes como irmão e foram íntimos amigos, tiveram anos de convívio no estudo da ciência do folclore em aulas e a campo, aonde de certo agora estão na Estância Celestial.

Para pensar: Ninguém é amigo aqui por acaso e muito menos irmão!


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