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A mentira disfarçada de verdade – Sérgio Almeida

3 de abril de 2019 | Arquivado em Opinião | 62 views

Sérgio Almeida

A mentira disfarçada de verdade

Assim como todos sabem que o dia 1º de abril é o Dia da Mentira, quase ninguém sabe que o dia 3 de abril, é o Dia da Verdade. É verdade! No Brasil, o Dia da Mentira começou a se popularizar em Minas Gerais, através do periódico “A Mentira”, que publicou em sua primeira edição de 1º de abril de 1848 uma matéria noticiando a morte de Dom Pedro II, desmentida dois dias depois, visto que muita gente acreditou na fake news. Daí surgiu o 1º de abril como Dia da Mentira, e o 3 de abril como Dia da Verdade!

Pouco mudou de lá para cá. E ainda não está sendo nada fácil identificar quais notícias são falsas ou verdadeiras. Por isso é bom vigiar, pois uma mentira repetida várias vezes acaba se tornando verdade!

Diz uma parábola judaica que certo dia, a mentira e a verdade se encontraram. A mentira, disse para a verdade:

– Bom dia, dona Verdade!

Zelosa de seu caráter, a verdade ouvindo tal saudação, foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva, e vendo que realmente era um bom dia, respondeu:

– Bom dia, dona Mentira!

– Está muito calor hoje, disse a mentira.

Realmente, o dia estava quente demais. Desse modo, vendo que a mentira estava certa pela segunda vez, “baixou a guarda”. Por qual razão haveria de desconfiar se a mentira parecia tão cordial e “verdadeira”?

Diante do calor insuportável, a mentira, num gesto de aparente amizade, convidou a verdade para um banho no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e chamou-a, insistentemente:

– Vem, a água está uma delícia!

O convite parecia irrecusável. Porém, assim que a verdade, sem suspeitar, tirou suas vestes e mergulhou no rio, a mentira saiu da água, vestiu-se com as roupas da verdade e se mandou sorrateira. Tendo suas roupas furtadas, a verdade, por sua vez – ciosa de sua reputação –, recusou-se a vestir-se com as roupas da mentira, deixadas para trás. Certa de sua pureza e inocência, nada tendo do que se envergonhar e não tendo outra opção que lhe fosse coerente, saiu nua a caminhar na rua.

Desde então, aos olhos de muita gente, ficou mais fácil aceitar a mentira vestida com as roupas da verdade do que aceitar a verdade nua e crua.


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