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A cocota terapeuta – Sérgio Almeida

24 de abril de 2019 | Arquivado em Opinião | 33 views

Sérgio Almeida

A cocota terapeuta

 

No dia em que a administração do Hospital de Caridade e Benêficencia (HCB), de Cachoeira do Sul, permitiu que um paciente pudesse receber a visitação de sua caturrita de estimação, Ariel, o gato terapeuta de Novo Hamburgo, morreu.

O felino famoso costumava visitar, acompanhado de sua tutora fisioterapeuta, a Associação de Assistência em Oncopediatria (AMO Criança), no Vale dos Sinos, para levar alívio aos pequenos em tratamento contra o câncer. O bichano era chamado de o “terapeuta que mia” e tem até página no Facebook.

Muitos hospitais permitem, sob regras, que bichos de estimação visitem pessoas internadas para auxiliar na recuperação. No Hospital Geral de Palmas, Tocantins, um projeto desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros, denominado cinoterapia, organiza o encontro dos pacientes com cães, o que já resultou, em alguns casos, até em alta hospitalar.

No Hospital da Criança de Brasília, o cavalo Oportuno do Rincão, que faz parte do Regimento de Cavalaria da Presidência da República, é levado por soldados dos Dragões da Independência para a unidade de saúde. O “cavalo doutor” – como costuma ser chamado – arranca sorrisos e suspiros da criançada.

Porém, um caso que ocorreu num hospital de Passo Fundo foi o que mais me comoveu. Um guaipeca, que foi encontrado abandonado na rua, esperou por 28 dias o dono em frente a instituição. Seco – nome que recebeu devido a ser magrelo –, viu o sem-teto entrar pela porta da emergência e, desde então, dali não desgrudou as patas até que ele saísse, sendo alimentado com ração e água pelos funcionários. “Saber que ele estava ansiado esperando a minha saída melhorou minha autoestima. É a maior amizade que já tive na vida”, contou emocionado o homem.

Segundo o Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais (Inataa), a zooterapia não promete a cura de doenças, mas promove benefícios físicos e mentais. Porém, nem todo animal pode ser utilizado como co-terapeuta. É necessário que ele seja pacífico e dócil a ponto das pessoas poderem abraçá-lo e apertá-lo de montão. Por isso, os mais comuns são cães, gatos e cavalos. Mas já foram usados aves, jabutis, coelhos e, acredite, peixes, cobras e aranhas. O que vale mesmo é que os bichos façam de seus donos, pessoas mais felizes, como a cocota terapeuta.


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